História
79 anos de luta pelos direitos dos trabalhadores!
1940 a 1960: As Primeiras Décadas
Em 24 de março de 1946 foi fundado o “Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Barra Mansa”, com o surgimento de grandes lideranças como Rubem Machado, um dos primeiros presidentes da entidade. Funcionário da fábrica Cimento Tupi, ele tinha o poder de realizar grandes assembleias, reunindo centenas de trabalhadores sem a utilização de nenhum suporte técnico.
Infelizmente, em 1960, Rubem Machado foi brutalmente assassinado na Avenida Amaral Peixoto, em Volta Redonda, conforme noticiado pelo jornal da época com a manchete “Covardemente Assassinado Rubem Machado!”.
Após este trágico evento, assumiu o companheiro Lainor Ferreira, outra grande liderança que enfrentou a pior época da história brasileira: a ditadura militar. Durante o período de sua presidência, ele contribuiu para que os trabalhadores tivessem seus direitos percebidos. Seu princípio operário sempre prevaleceu, mas foi deposto do cargo de presidente, demitido da empresa onde trabalhava, e posteriormente preso e torturado pelos militares.
1970 a 1980: Luta pelos Direitos
A greve dos trabalhadores da Odebrecht, chamada também de “Revolta dos Peões da CSN”, marcou o ano de 1979. Esta greve durou vários dias e teve o apoio do Bispo Dom Waldyr Calheiros, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e de militantes que participavam da resistência à ditadura militar.
Conforme relata Zaudino Tessaro (ex-militante): “Comecei a participar na luta sindical durante a revolta dos trabalhadores da Odebrecht, em 1979. Com o apoio do Dom Waldyr implementamos em nossa Diocese a Ação Operária Católica, onde os trabalhadores começaram a se organizar, discutir e reivindicar seus direitos.”
No início da década de 80 foi criado o Movimento de Oposição Sindical dos Trabalhadores da Construção Civil. Em 1983 a oposição venceu o processo eleitoral, mas infelizmente foi impedida pela Justiça do Trabalho de tomar posse. Em 1987 uma nova diretoria foi eleita em chapa única, mesmo sendo oposição com membros que compõe a diretoria até os tempos de hoje, como Dejair Martins, Zeomar Tessaro, Gilmar José Felix e Nelson Gomes de Brito. Em 1988 o sindicato filiou-se à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
1980: Greve de 88
Em 1988 a diretoria do sindicato participou ativamente da greve dos trabalhadores da CSN, pela implantação do turno de seis horas, entre outras reivindicações. Lamentavelmente, com a invasão do Exército no interior da Usina, no dia 9 de novembro de 1988, foram assassinados três operários: Willian, Walmir e Barroso, fatos que influenciaram na organização da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, principalmente, dos partidos de esquerda que venceram as eleições em vários municípios importantes do Brasil naquele ano.
Dejair Martins de Oliveira, ex-presidente do sindicato e vice-presidente da Feticom-RJ, relata: “Me orgulho muito dos trabalhadores da nossa categoria, por ter compreendido e participado do nosso trabalho à frente da diretoria por tantos anos. Não foi fácil e nunca será fácil porque a luta será sempre contínua, entre capital e trabalho.”
1990: Avanços e Fusão
Os trabalhadores da construção civil começaram a década de 90 participando de uma greve por melhorias salariais, em conjunto com os metalúrgicos. Após 51 dias de greve, os metalúrgicos conseguiram que suas reivindicações fossem atendidas. Já os trabalhadores da construção civil mantiveram a greve por 47 dias e foi necessário instaurar dissídio para que não houvessem perdas de direitos.
Buscando melhores salários e condições de trabalho, a categoria realizou outras duas greves na década de 90 (1991 e 1995). Nesse período, por decisão dos trabalhadores, em 1995 aconteceu a fusão do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Resende e Itatiaia com o Sindicato de Volta Redonda e Barra Mansa, o que fortaleceu a categoria em toda a região.
Ainda na década de 90, o sindicato trocou o confronto pelo diálogo e pela negociação com o setor patronal, buscando o fortalecimento das campanhas salariais. Em 1994 a categoria fechou o melhor acordo na era do Plano Real, com a conquista de 45% encima da tabela salarial.
Em 1998, com a aprovação da categoria, a diretoria do sindicato desvinculou os setores da Construção Pesada e Montagem do setor da Construção Civil.
1990 a 2000: Conquistas
Ainda na década de 90, o sindicato passou por uma importante transformação em sua estratégia de atuação, trocando o confronto pelo diálogo e pela negociação com o setor patronal. Essa nova abordagem se mostrou extremamente eficaz, culminando em 1994 com a conquista do melhor acordo na era do Plano Real: 45% encima da tabela salarial.
Em 1998, com a aprovação da categoria, a diretoria desvinculou os setores da Construção Pesada e Montagem do setor da Construção Civil, visando uma representação mais específica. Na década de 2000, o sindicato assumiu também a convenção coletiva do Setor de Mármore e Granito, atendendo antigas reivindicações da categoria através da organização dos trabalhadores.
Durante este período, o sindicato também investiu na área da saúde do trabalhador. Conforme relata Cida Diogo (ex-deputada Estadual e Federal): “Tenho orgulho em ter trabalhado como médica no sindicato. Consegui atuar na assistência à saúde, travando lutas por melhores condições de trabalho e detectando doenças profissionais como o Benzenismo popularmente chamado de Leucopenia. Isso só foi possível porque a diretoria sempre teve uma posição firme em defesa da saúde e dos direitos dos trabalhadores.”
2010 a 2016: Desafios
Os trabalhadores da construção civil começaram a década de 90 participando de uma greve por melhorias salariais, em conjunto com os metalúrgicos. Após 51 dias de greve, os metalúrgicos conseguiram que suas reivindicações fossem atendidas. Já os trabalhadores da construção civil mantiveram a greve por 47 dias e foi necessário instaurar dissídio para que não houvessem perdas de direitos.
Buscando melhores salários e condições de trabalho, a categoria realizou outras duas greves na década de 90 (1991 e 1995). Nesse período, por decisão dos trabalhadores, em 1995 aconteceu a fusão do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Resende e Itatiaia com o Sindicato de Volta Redonda e Barra Mansa, o que fortaleceu a categoria em toda a região.
Ainda na década de 90, o sindicato trocou o confronto pelo diálogo e pela negociação com o setor patronal, buscando o fortalecimento das campanhas salariais. Em 1994 a categoria fechou o melhor acordo na era do Plano Real, com a conquista de 45% encima da tabela salarial.
Em 1998, com a aprovação da categoria, a diretoria do sindicato desvinculou os setores da Construção Pesada e Montagem do setor da Construção Civil.